Os novos operadores que querem entrar em Portugal

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O jogo online em Portugal tem certamente apresentado sinais de evolução desde a aprovação do Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online em 2015, muito graças à legalização de novos operadores. Porém, para associações de jogo internacionais como a RGA (Remote Gambling Association) a legislação em vigor tem sido um verdadeiro fracasso e necessita de uma revisão urgente para que a prática do jogo ilegal deixe de ser indiretamente incentivada. Consequentemente, Portugal não perderia milhões em impostos de jogo todos os anos, bem como não seria tão adverso para outros operadores de renome finalmente entrarem no nosso país, o que significaria uma maior oferta para os apostadores. E segundo o Jornal Económico, até já existem quatro interessados.

A promessa de lançar o Placard em modo online foi feita há já algum tempo pelo próprio provedor, Pedro Santana Lopes, preenchendo assim o que muitos apontam como a única falha do serviço de apostas mais popular do país. Deste modo, é quase certo que em 2018 este jogo vai ser adicionado ao site de jogo operado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Além disso, é provável que o portal também venha a contar com jogos de casino para complementar a oferta.

Os restantes são os operadores franceses da Winamax e os gregos da Stoiximan, estes últimos através do seu website Betano, para o qual já se encontram a recrutar pessoal para operar em Portugal. Há ainda um quarto candidato, cujo nome não pôde ser revelado. Olhando para o que estas duas empresas fazem lá fora, o portal da Betano em Portugal deverá manter-se fiel às apostas desportivas e jogos de casinos, o que implica a obtenção de duas licenças distintas junto do SRIJ. Já o caso do Winamax é um pouco diferente, pois apesar de também contar com as tradicionais apostas desportivas um dos focos da empresa francesa é o póquer, chegando mesmo a oferecer um software de jogo para descarregar, à semelhança do que acontece com a rival PokerStars.

A legalização do Winamax torna-se particularmente interessante uma vez que a PokerStars é atualmente o único portal deste tipo a operar em Portugal, o que não dá outra alternativa legal aos jogadores. No entanto, está ainda por resolver a questão da liquidez partilhada, o que pode atrasar ainda mais todo o processo de legalização da marca em Portugal.