3,7 milhões de portugueses ainda apostam em jogos de sorte
Que os jogos de sorte são dos preferidos dos portugueses já era do conhecimento geral. No entanto, o paradigma de quem tenta a sorte no nosso país está a mudar. Se há alguns anos falávamos em mais de 60% da população, os dados mais recentes mostram uma nova realidade.
De acordo com a mais recente atualização do estudo TGI da Marktest (vaga global de 2023), cerca de 3,71 milhões de portugueses afirmam ter apostado na lotaria, no Euromilhões, em raspadinhas ou noutros jogos de sorte nos últimos 12 meses. Este número representa 49,8% dos residentes em Portugal Continental com idades compreendidas entre os 15 e os 74 anos.
Apesar de metade da população ativa ainda manter o hábito de jogar, o estudo da Marktest destaca uma tendência de queda ao longo dos últimos 10 anos.
Porém, as curiosidades não ficam por aqui. O dado mais surpreendente desta estatística é a diferença gritante entre as faixas etárias. Os jogos de base territorial, como a lotaria clássica ou a raspadinha, estão cada vez mais dependentes de um público envelhecido.
Segundo a Marktest, a faixa etária é hoje a variável que mais discrimina o hábito de jogo em Portugal:
- Apenas 25,7% dos jovens (entre os 15 e os 24 anos) admitem apostar em jogos tradicionais.
- Em forte contraste, 64,6% dos inquiridos entre os 65 e os 74 anos relatam ter este hábito.
Isto significa que o hábito de nas lotarias e nos jogos tradicionais de sorte é 2,5 vezes maior entre a população mais velha do que entre os mais jovens. A juventude portuguesa apresenta-se agora muito mais alheada das apostas físicas tradicionais, numa altura em que se sabe que as novas gerações têm migrado em massa para os casinos online e para plataformas de apostas desportivas na internet.
Em suma, as apostas de sorte continuam a mover milhões de portugueses, mas o clássico bilhete de lotaria ou o ato de ‘raspar’ é cada vez mais um hábito reservado às gerações mais velhas.