Placard e raspadinhas são os ovos de ouro dos Jogos Santa Casa

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Os portugueses sempre gostaram de tentar a sorte e desde cedo que os Jogos Santa Casa se tornaram numa das alternativas mais populares do país, com cada vez mais apostadores a investir dinheiro na esperança de maiores recompensas. O menu de jogos da Santa Casa inclui o Totoloto, o Euromilhões, o M1lhão, as lotarias Clássica e Popular, e muito mais, mas nenhum destes jogos consegue competir com a popularidade das raspadinhas. Na verdade, juntamente com o Placard estes são os jogos que garantem os maiores lucros não só à entidade como também aos portugueses que neles apostam, sendo atualmente os únicos que apresentam subidas de vendas, de acordo com a própria entidade. E graças à tecnologia, hoje já é possível desfrutar de qualquer jogo com uma grande facilidade e sem sequer ser necessário deslocar-se até ao ponto de vendas, o que leva inclusive cada vez mais portugueses a apostar pelo smartphone.

Jogos sociais a descer, apostas e raspadinhas a subir

Desde que foi lançado, o Placard não tem parado de ganhar adeptos, que apostam diariamente em modalidades como futebol, basquetebol, ténis, futsal e muito mais, o que juntamente com os bilhetes das raspadinhas tem ajudado a atenuar a tendência descendente que os chamados jogos sociais têm apresentado desde 2013. Esta quebra nas vendas de jogos como o Totoloto e mesmo o Euromilhões já levou tanto à criação de novos jogos – como o M1lhão por exemplo, cuja aposta é automática e gratuita – como à extinção de outros, como o Joker. Outros sofreram ainda alterações a fim de tentar dar um novo alento a jogos que pareciam caminhar igualmente para o fim, como o caso do Totobola.

As raspadinhas são então o jogo da Santa Casa que mais vende em Portugal, com os primeiros seis meses do ano a representarem 723,1 milhões de euros, cerca de 445 milhões a mais que em 2013, altura em que os outros jogos começaram a apresentar descidas. Em resposta ao Diário de Notícias, para o vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, o sucesso das raspadinhas deve-se às “características do jogo”, que é muito fácil de jogar e “revela logo o prémio”, mas o segredo por detrás delas também se deve à grande presença em território nacional. Em termos de prémios pagos, até junho de 2017 as raspadinhas distribuíram 455,7 milhões de euros, enquanto o Placard pagou 187,9 milhões.

Apostas pelo telemóvel e planos para o futuro

O acesso à internet já há muito que deixou de ser um exclusivo dos computadores e por isso hoje em dia cada pessoa com um smartphone pode apostar facilmente nos seus jogos favoritos. A Santa Casa não é exceção a esta regra e a sua app é igualmente bastante popular junto dos apostadores, tendo mesmo sido transferida mais de 250 mil vezes. Na mesma medida, a aplicação lançada em maio de 2016 e renovada este ano assinalou um total de 4,6 milhões de euros em vendas no primeiro semestre de 2017, quase um milhão a mais do que os 3,8 milhões alcançados em igual período do ano passado. Os números são bastante impressionantes tendo em conta que o Placard não permite apostas online, apesar de ter aplicações móveis para consulta de eventos e resultados.

Graças a isto, a entidade olha para o futuro com antecipação e está já a pensar na incorporação de novos jogos, desde logo as apostas hípicas, algo que já está a ser planeado há algum tempo para ser integrado igualmente no Placard, o que se poderia tornar bastante rentável. E já que estamos a falar do Placard, também é sabido que um dos objetivos dos Jogos Santa Casa para este jogo é levá-lo até ao mundo digital, acrescentando assim a alternativa mais pedida pelos fãs: as apostas online. Porém, esta alternativa não deve ser lançada antes de 2018.