Jogos Santa Casa: O fim do Joker e as mudanças no Totobola

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Ao fim de 23 anos de existência e depois de ter angariado mais de 30 milhões em lucros em 2016, o Joker despediu-se dos apostadores portugueses no dia 6 de Agosto. O fim do jogo já tinha sido anunciado pelos Jogos Santa Casa (JSC) num comunicado emitido no dia 25 de Julho no qual se sublinhava que a decisão era consequência do “lançamentos de novos jogos mais apelativos e adaptados à exigência do mercado”. O Joker passou a integrar os bilhete do Euromilhões em 2009 e consistia num sorteio semanal de 7 números cuja ordem de extração determinava um número único, sendo que o vencedor do primeiro lugar tinha garantido um primeiro prémio de 500 mil euros. Apesar do comunicado, a Santa Casa indica que a medida é uma suspensão com data de regresso “indefinida”.

Já no caso do Totobola, instituído em 1961, as mudanças dizem respeito às opções de apostas, pois também após 6 de Agosto, os bilhetes deixaram de ter o elenco impresso, eliminando-se assim os jogos de reserva, segundo o próprio comunicado dos JSC. Além disso e “para que não exista necessidade de sortear resultados devido à não realização ou adiamento de determinado jogo constante do elenco do concurso, o DJSCML (Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) vai passar a cancelar esse jogo e atribuir como certos todos os prognósticos “1X2”.

Também há mudanças em relação ao pagamento de prémios, especialmente nos que dizem respeito a montantes entre os 2.000 e os 5.000 euros. Assim, além dos dados que atualmente já têm obrigatoriamente de ser solicitados aos vencedores (IBAN e número de telefone), estes deverão fornecer informação adicional como o nome completo, a data de nascimento, o NIF, o tipo de documento de identificação e respetivo número, a sua data de validade e a entidade emitente.