As estatísticas do SRIJ no segundo trimestre de 2017

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O Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos tem trabalhado arduamente durante o Verão e prova disso é a atribuição de novas licenças de jogo, como foi o caso do Casino Portugal e do ESC Online, que deu o salto para as apostas desportivas. Mas o SRIJ não se fica por aqui e trabalha também na recolha de estatísticas sobre a utilização dos portais por si licenciados, com vista à elaboração de relatórios trimestrais de atividade. Isto permite não só olhar para a evolução do jogo online do nosso país como também perceber alguns padrões de utilização, como as modalidades desportivas e os jogos de casino mais populares entre os jogadores portugueses, distribuição geográfica e etária dos utilizadores e muito mais. Posto isto, hoje apresentamos alguns dos pontos principais do relatório relativo ao segundo trimestre de 2017, uma altura em que estavam emitidas sete licenças: três delas relativas a apostas desportivas e quatro a jogos de fortuna ou azar.

Jogo online em decréscimo

Uma das conclusões principais que se pode tirar do relatório publicado na página do SRIJ é de que o jogo online está em decréscimo. Desde a emissão da primeira licença a receita bruta dos operadores licenciados tem vindo consecutivamente a subir até ao primeiro trimestre deste ano, altura em que começou a descer pela primeira vez. Assim, o segundo trimestre de 2017 representou uma descida de cerca de 6 milhões de euros na receita bruta, estando agora nos 25,4 milhões, um valor inferior ao registado nos últimos dois trimestres. A redução de receitas regista-se tanto nas apostas desportivas à cota como nos jogos de fortuna e azar, sendo mais pronunciada no primeiro caso, com o mês de junho a atingir o valor mínimo registado este ano: 3,4 milhões de euros. Já a receita dos casinos online tem vindo a descer progressivamente desde janeiro, à exceção do mês de maio, o qual registou um balanço de 4,4 milhões de euros, o segundo mais alto até então.

Do mesmo modo, o número de novos jogadores também desceu consideravelmente face a períodos anteriores. Entre abril e junho de 2017 foram ‘apenas’ 64,4 mil os novos registos, tendo sido precisamente o mês de abril a registar os melhores valores do trimestre (40,6 mil novos assinantes) e junho a registar os piores (9,6 mil). Ainda assim, no total são cerca de 588 mil os jogadores que já se encontram registados nos vários portais, entre apostas desportivas e casinos online.

Receita Bruta ApostasReceita Bruta ApostasJogadores Registados

Evolução da receita bruta relativa a apostas desportivas

Receita bruta apostas segundo semestre 2017

Evolução da receita bruta relativa a jogos de casino

Receita bruta casino segundo semestre 2017

Evolução dos novos registos em 2017

Número de registos 2017

Popularidade dos jogos mantém-se inalterada

Apesar destes indicadores pouco favoráveis ao jogo online do nosso país, a popularidade dos jogos mantém-se inalterada junto dos apostadores, o que significa que os jogadores registados procuram quase sempre o mesmo. Sem grandes surpresas, as opções mais requisitadas nos casinos digitais foram as slot machines, com 38,13% do total de valor de apostas. O póquer não bancado, a roleta francesa e o blackjack surgem a seguir com 23,94%, 19,84% e 9,34% respetivamente. Em termos de apostas desportivas também é com normalidade que o futebol surge sobejamente destacado, mantendo um registo de mais de 75% do valor total de apostas. Dentro da modalidade, a Liga NOS surge na frente como a competição em que mais dinheiro é investido, com 11,1% do total, seguida da La Liga de Espanha (8,5%) e da Premier League de Inglaterra (6,4%). Por sua vez, o ténis e o basquetebol fecham o pódio de desportos mais procurados pelos apostadores, com 14,0% e 8,7% do valor total de apostas, respetivamente.

Na mesma medida, tal como no trimestre anterior são sobretudo os mais jovens que apostam e jogam online. A faixa etária dos 25 aos 34 anos foi responsável por 39,8% do número total de registos enquanto a dos 18 aos 24 representa 28,9%. Além disso, os distritos do Porto, de Lisboa e de Braga são os que apresentam maior concentração geográfica de jogadores registados, enquanto na outra ponta da tabela estão os distritos do interior do país e as regiões autónomas.

Distribuição etária jogadores online portugueses

Por fim, durante o segundo trimestre de 2017 o número total de jogadores autoexcluídos foi de 11,5 mil, enquanto no mesmo período cerca de 2.500 deixaram de o estar, seja devido ao prazo inicialmente fixado ter terminado ou por antecipação do mesmo por iniciativa do jogador.

Para mais informações pode consultar o documento inteiro aqui.