Poderá a Fórmula 1 voltar a Portugal?

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Se questionar os fãs de desportos motorizados sobre qual o seu desporto de eleição, uma das respostas que mais irá ouvir é Fórmula 1, visto esta ser uma das modalidades mais populares do mundo. Porém, muitos acusam-na de ter perdido algum do encanto de outros tempos, o que pôs o desporto a atravessar um período de mudanças no sentido de atrair um maior número de fãs e expandir a sua fonte de receitas. Enquadrados nesta estratégia, os planos da Liberty Media (nova proprietária da máxima categoria do automobilismo) procura soluções em diversas áreas para atingir esses objetivos, sendo uma delas o aumento do número de corridas. A incorporação de novos circuitos está a ser estudada, principalmente em países americanos e asiáticos, mas a hipótese de novos circuitos europeus também não está descartada. É neste contexto que surge o nome do nosso país e em particular o do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), algo que agradaria e muito aos milhares de fãs que a modalidade tem em Portugal. No entanto, há vários obstáculos que podem tornar o Grande Prémio de Portugal de F1 em nada mais do que uma miragem.

Curiosamente, o autódromo já foi pisado por alguns carros de Fórmula 1, que durante as sessões de treino no inverno de 2009 testaram também a capacidade do circuito para albergar uma prova ao mais alto nível. Apesar dos resultados terem sido positivos nesse aspeto e de a região contar também com infraestruturas capazes de dar resposta a um evento deste tipo, os custos elevadíssimos de uma corrida de F1 poderão manter o nosso país fora do calendário.

Na verdade, isto é mais uma probabilidade do que uma possibilidade. De acordo com o investigador da Universidade do Minho (UMinho) Paulo Reis Mourão, Portugal pode necessitar de um investimento de cerca de 800 milhões de euros para garantir a Formula 1 no Algarve. Segundo o perito, autor do livro “The Economics of Motorsports: The Case of Formula 1”, os custos anuais deste tipo de competição atingem entre 60 e 70 milhões de euros, sendo que os contratos admitidos pela F1 são de longo prazo, podendo chegar até 12 ou 15 anos. Em relação ao retorno do investimento, o autor acrescenta que o montante poderá ficar-se pelos 200 ou 300 milhões de euros.

Apesar deste cenário altamente desfavorável, a decisão sobre o futuro da F1 em território nacional só será anunciada quando o calendário 2019 for publicado, época em que o aumento do número das provas será adotado.

História da F1 em Portugal

Carro de corridas antigo Em Portugal, a F1 remonta ao final dos anos 50, altura em que os circuitos da Boavista e de Monsanto acolheram três eventos em 1958, 1959 e 1960. No entanto, Portugal ficou no mapa da modalidade particularmente no período entre 1984 e 1996, altura em que grandes nomes da modalidade visitaram o nosso país e ficaram gravados na história e na memória de muitos portugueses. Durante esses anos o Autódromo do Estoril organizou 13 Grandes Prémios, tendo o francês Alain Prost (1984, 1987 e 1988) e o britânico Nigel Mansell (1986, 1990 e 1992) sido os maiores vencedores da prova. Mas para além deles, pelo Estoril passaram ainda muitos outros nomes icónicos da F1, como Ayrton Senna, Michael Schumacher e Damon Hill, que levantaram o troféu em 1985, 1993 e 1994, respetivamente. O GP de 1996, o último que o nosso país recebeu, ficou marcado pela vitória de outro nome sonante, o canadiano Jacques Villeneuve, que acabaria a época em segundo lugar atrás de Damon Hill.

Apostas na F1

Monoplaza Red Bull Fórmula 1Hoje em dia nenhum desporto está realmente completo sem as casas de apostas online. No nosso país estas têm servido muitas vezes como modo de promoção de diversos desportos menos mediáticos, dando não só aos seus fãs mas a todos os apostadores ocasionais a possibilidade de lucrar com eles. É sabido que os portais de jogos nacionais não dispõem de uma oferta tão nutrida quanto à que assistimos no estrangeiro, embora tendo em conta o nosso mercado a mesma se possa considerar razoável, com modalidades como o futebol, o ténis e o basquetebol a concentrarem em si a maioria dos apostadores. Em certos casos, a F1 também está disponível, embora também aqui haja alguma limitação, uma vez que geralmente só se possa apostar no vencedor da temporada ou de cada corrida, o que deixa os fãs do desporto com um sabor agridoce. Olhando para outros países, existem mercados de apostas mais específicos como pilotos no top-3 ou top-6, equipa vencedora, número de vitórias de um piloto, etc.

Enquanto esperamos que alternativas semelhantes sejam acrescentadas em Portugal, atualmente são apenas duas as páginas que apresentam esta opção (Betclic e Bet.pt ), sendo que em ambas os favoritos ao título 2017 são Lewis Hamilton com cotas entre 1.54 e 1.68, Sebastian Vettel entre 1.90 e 1.98 e Valteri Bottas entre 17.50 e 18.50.

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